De uns tempos para cá, peguei certa pinimba -- talvez algum horror -- de Clarice Lispector. Mas acabei de ler uma coisa bastante bonita dela, que reproduzo abaixo, não para sinalizar uma trégua -- minha guerra com Clarice é extremamente funcional --, antes para acenar a argúcia de todos os meus inimigos (a minha medida):
"Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes".
(de "A Descoberta do Mundo")
5 comentários:
a distância é escrotamente constitutiva.
clarice é sempre linda como as confecionais sexton e plath. sou suspeita para falar pq gosto que me enrosco em cada palavra, linha, parágrafo, capítulo.
=)
Ismar. É o Lucas, o cara do IFCS tão insatisfeito quanto você àépoca que tentávamos fazer filosofia. Ainda sabe de quem se trata?
Depois de uma migrar por um tempo para o norte, voltei para Terra Papagalis. E a ociosidade me fez lembrar desse endereçozinho aqui. Decidi dar um oi.
Talentoso como sempre. Mas eu ainda estou com a Clarice.
Beijos, querido.
Lembra que já pensamos em fundar a comunidade "Clarice não me engana"? A idade chega e a gente vai abraçando o ludíbrio. :)
Passa, viu?
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