segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Baldeação



sempre que em trânsito
a mente não consegue tomar o partido
nem dos romances passageiros
nem dos reconhecimentos de vida fora

julga todas as crianças
de alguma forma
perdidas

lembra da Veronika Voss
dizendo algo como toda a gente
fica mais bonita quando se despede

repara numa das bodegas da Rodoviária
chama-se Viajantes
acha isso poético
então mete isso num poema
torcendo para que isso se torne
de alguma forma
poético para os outros também

é difícil escrever de dedos cruzados.

4 comentários:

Ricardo Silveira disse...

Fala, meu caro, beleza?
Como foi a passagem por São Paulo?
Tô passando aqui por que reparei que teu blog não estava entre os meus feeds. Agora sim: assim que você escrever, saberei.
Abraço.

ao meio disse...

mas com a alma cruzada, dependo da esquina, é bem libertador.

gosto muito das suas coisas.
;)

Caio Carmacho disse...

fueda

H e l e n a S. disse...

I.

estou para descoser a tessitura dos teus textos, como dizem o entrelaçamento dos fios. mas cruzo os dedos, é só uma bobagem pós-estruturalista.

teu "dessin" continua um barato!